Borges defende Jamal da Capital e critica Arthur Lima sobre o ‘Passinho do Jamal’

Redação

O rapper Borges se manifestou nas redes sociais em defesa de Jamal da Capital, no meio da polêmica sobre a autoria do “Passinho do Jamal”. Em uma série de stories, ele criticou o influenciador Arthur Lima, que, segundo Borges, não reconheceu o verdadeiro criador da coreografia que ganhou destaque internacional.

No início de seu desabafo, Borges revelou que conhece Arthur e decidiu se pronunciar porque a situação havia ultrapassado os limites. “Gosto muito de você, já frequentei minha casa, já saí com você, mas você tá perdendo a linha, irmão”, escreveu Borges, deixando claro seu descontentamento com a postura de Arthur.

O rapper também questionou a maneira como Arthur tem tratado o assunto, afirmando: “Falar como se a dança fosse sua? Agradecer quem fez a dança como se isso fosse seu? Nós sempre soubemos que você foi trabalhador, mas você está perdendo a linha”. Essa crítica ressalta uma preocupação mais ampla sobre a falta de reconhecimento que muitos criadores enfrentam, especialmente em um cenário onde a cultura urbana é frequentemente apropriada sem crédito.

Borges enfatizou que Jamal merece o devido reconhecimento pelo movimento, apontando que a falta de crédito ao criador da coreografia é um reflexo de um racismo estrutural. “A falta de reconhecimento do Jamal da Capital parte de um racismo estrutural, onde a imagem de um negro não padronizado é mais difícil de ser vendida”, afirmou, sublinhando a necessidade de uma mudança nessa dinâmica.

Embora reconheça que Arthur construiu sua trajetória divulgando a dança, Borges deixou claro que isso não lhe dá o direito de assumir a autoria do passinho. “Você tá ganhando dinheiro suficiente com algo que outra pessoa inventou. Tá tudo bem ganhar com o quanto você trabalhou, mas você apenas reproduziu o que todos estavam fazendo”, declarou, reforçando a importância de dar crédito a quem realmente criou.

Para encerrar seu posicionamento, Borges afirmou que a situação precisa ser corrigida, classificando o caso como uma injustiça contra Jamal. “Receba as bênçãos de ficar famoso internacionalmente, mas pare de fazer covardia com os outros. Isso é covardia. Isso passou dos limites”, concluiu, deixando claro que a luta por reconhecimento é essencial para a valorização da cultura e dos artistas que a criam.

A manifestação de Borges ocorre em um momento em que Jamal da Capital reivindica o reconhecimento pela criação do “Passinho do Jamal”. Após a repercussão do caso, Arthur Lima se defendeu, afirmando que nunca tentou assumir a autoria da coreografia e que seu objetivo sempre foi divulgar a dança para um público maior, reconhecendo Jamal como o criador do movimento. No entanto, ele também comentou que, graças a ele, o passinho ganhou reconhecimento internacional.

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